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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012 em Montes Claros, veja algumas boas surpresas ocorridas e fatos interessantes estranhos

Eleições sempre deixam surpresas, a cada ana constuma-se acontecer fatos que nem os próprios personagens esperam. São tantos investimentos e as vezes nenhum retorno, por outro lado pouco ou nenhum investimento desbota grandes vitórias como uma semente jogada na areia donde surge uma frondosa árvore. Em Montes Claros pode-se notar diversos acontecimentos que podemos chamar de estranhos e outros de alteração no gosto do eleitor. Vejamos:
  • Jairo Atayde, apontado nas pesquisas como sempre primeiro colocado ficou em um amargo 4º lugar;
  • Humberto Souto, com características diferentes dos políticos atuais, deu a entender que não cairia no gosto do povo, ficou em 3º bom lugar, somente com quinze dias de campanha, havendo mais um tempinho, estaria no segundo turno e quem sabe ser vitorioso. Deixou uma mensagem aos partidos que não acreditaram nele para encabeçar desde cedo a disputa;
  • Rui Muniz, muito mal falado pelo povo por um deslize no passado, conseguiu vencer grandes barreiras e disputa o segundo turno com Paulo Guedes;
  • Paulo Guedes, tido como forasteiro, ganhou voto de um embate entre Jairo e Athos Avelino. Sem apresentar muito sua capacidade, pegou carona no pode influente de Lula;
  • Júnior de Samambáia, o vereador mais bem votado com 3461 votos ficou de fora. Muito estranho e difícil de engolir, coisa do coeficiente eleitoral. Se você não sabe como funciona isto, veja no link as explicações;
  • Cláudio Prates, o Homem de mil facetas santas. Se tantas qualidades que possuia parecia poucas, agora é Vereador, eleito mais votado e Sr. Presidente da Câmara em 2013. 
  • PHS - Partido Humanista da Solidariedade. Partido que apresenta regimento diferente dos demais, tem em seus estatutos ombreamento com a Doutrina Social da Igreja Católica. Este partido graças a Deus conseguiu eleger dois vereadores: Fábio Neves, super bem votado e Irmão Valdinei.
  • Novos vereadores, A Câmara de Montes Claros tem agora quinze novas pessoas para legislar. Os eleitores montesclarenses deu cartão vermelho para muitos que não quizeram trabalhar quando tiveram oportunidade. Não deu, sai fora;
  • Pastor Altemar, perdeu o mandato por diferença no seu partido e agora com grande vitória, volta em 2013 para ajudar a cidade ser uma cidade santa. Espero.
  • Valci da Ademoc e outros, alguns 'antigos' vereadores conseguiram conquistar seus eleitores a deixá-los por mais quatro anos trabalhando. Se mostrarem serviço ficarão, outro colega dele que parece que vai aposentar como Vereador não se sabe como ganha votos, nunca na história de Montes Claros se viu um trabalho dele;
  • Fernandão Anjo do Futuro, honestíssimo homem de bem. Teve cada voto merecido, neste eu coloco muita esperança, ganhou para mudar. Tem voz ativa, bons ideais e de bom e reto coração;
  • Eduardo Madureira, querido conhecido que não larga o PT, partido que não consigo votar nem a purrete. Mas Eduardo guarda o evangelho no coração, acredito que fará diferença e a Fé será maior que os Estatutos Petistas, tomara;
  • Sued Botelho, foi vice-prefeito de Atos Avelino em outros tempos, lançou candidatura e não se contabilizou nenhum voto seu. Na lista está com zero votos, será??? nem ele mesmo votou nele!

Como se calcula ou funciona o coeficiente eleitoral?


Saiba como é realizado o cálculo do quociente eleitoral para distribuição de cadeiras pelo
sistema de representação proporcional.

Exemplo: Divisão de 17 cadeiras no Município onde votaram 50.037 eleitores.

1ª operação: Determinar o nº de votos válidos, deduzindo do comparecimento os votos nulos e os em branco (art. 106, § único do Código Eleitoral e art. 5º da Lei nº 9504 de 30/09/97).
Comparecimento 50.037-Votos em branco
883
-Votos nulos
2.832
=Votos válidos 46.322

2ª operação: Determinar o quociente eleitoral, dividindo-se os votos válidos pelos lugares a preencher (art. 106 do Código Eleitoral). Despreza-se a fração, se igual ou inferior a 0,5, arredondando-a para 1 se superior.
Votos válidos 
46.322
÷nº de cadeiras
17
=2.724,8=Quoc. eleitoral
2.725

3ª operação: Determinar os quocientes partidários, dividindo-se a votação de cada partido (votos nominais + legenda) pelo quociente eleitoral (art. 107 do Código Eleitoral). Despreza-se a fração, qualquer que seja.
Partidos
Votação
Quociente Eleitoral
Quociente Partidário
A15.992÷ 2.725 = 5,8= 5
B12.811÷ 2.725 = 4,7= 4
C7.025÷ 2.725 = 2,5= 2
D6.144÷ 2.725 = 2,2= 2
E2.237÷ 2.725 = 0,8= 0 *
F2.113÷ 2.725 = 0,7= 0 *



Total = 13
(sobram 4 vagas a distribuir)
* Os partidos E e F, que não alcançaram o quociente eleitoral, não concorrem à distribuição de lugares (art. 109, § 2º, do Código Eleitoral).

4ª operação: Distribuição das sobras de lugares não preenchidos pelo quociente partidário. Dividir a votação de cada partido pelo nº de lugares por ele obtidos + 1 ( art. 109, nº I do Código Eleitoral). Ao partido que alcançar a maior média, atribui-se a 1ª sobra.
Partidos
A
B
C
D
Votação
15.992
12.811
7.025
6.144
Lugares +1 ÷
÷ 6 (5+1)
÷ 5 (4+1)
÷ 3 (2+1)
÷ 3 (2+1)
Médias
2.665,3
2.562,2
2.341,6
2.048,0
(maior média 1ª sobra)

5ª operação: Como há outra sobra, repete-se a divisão. Agora, o partido A, beneficiado com a 1ª sobra, já conta com 6 lugares, aumentando o divisor para 7 (6+1) (art. 109, nº II, do Código Eleitoral).
Partidos
A
B
C
D
Votação
15.992
12.811
7.025
6.144
Lugares +1
÷ 7 (6+1)
÷ 5 (4+1)
÷ 3 (2+1)
÷ 3 (2+1)
Médias
= 2.284,5
= 2.562,2
= 2.341,6
= 2.048,0
(maior média 2ª sobra)

6ª operação: Como há outra sobra, repete-se a divisão. Agora, o partido B, beneficiado com a 2ª sobra, já conta com 5 lugares, aumentando o divisor para 6 (5+1) (art. 109, nº II, do Código Eleitoral).
Partidos
A
B
C
D
Votação
15.992
12.811
7.025
6.144
Lugares +1
÷ 7 (6+1)
÷ 6 (5+1)
÷ 3 (2+1)
÷ 3 (2+1)
Médias
= 2.284,5
= 2.135,1
= 2.341,6
= 2.048,0
(maior média 3ª sobra)

7ª operação: Como há outra sobra, repete-se a divisão. Agora, o partido C, beneficiado com a 3ª sobra, já conta com 3 lugares, aumentando o divisor para 4 (3+1) (art. 109, nº II, do Código Eleitoral).
Partidos
A
B
C
D
Votação
15.992
12.811
7.025
6.144
Lugares +1
÷ 7 (6+1)
÷ 6 (5+1)
÷ 4 (3+1)
÷ 3 (2+1)
Médias
= 2.284,5
= 2.135,1
= 1.756,2
= 2.048,0
(maior média 4ª sobra)

OBS: No exemplo acima, a 7ª operação eliminou a última sobra. Nos casos em que o número de sobras persistir, prosseguem-se os cálculos até que todas as vagas sejam distribuídas.


RESUMO:

PARTIDOS
NÚMERO DE CADEIRAS OBTIDAS

pelo quociente partidário
pelas sobras
total
A
5
2
7
B
4
1
5
C
2
1
3
D
2
0
2
E
0
0
0
TOTAL
13
4
17





Fonte: TRE - SP
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