O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nessa terça-feira (16), que o Brasil precisa de menos pesquisa em segurança e mais armamento. Em entrevista na Cidade da Polícia, zona norte do Rio o ministro afirmou que a prioridade do Ministério da Justiça, neste momento, é investir em “equipamentos para inteligência e equipamentos bélicos”.
Segundo ele, o Ministério da Justiça dará prioridade à aquisição de equipamentos para as polícias do País durante a sua gestão, que começou em 12 de maio. Ele disse que já pediu à comissão orçamentária da pasta para “alterar várias rubricas”, para poder concentrar ações. Um decreto deve ser publicado até o fim do mês para permitir que policiais usem armamento apreendido com criminosos, após processo de legalização.
Fonte: Band
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
Fé e Política. Novo ministro se abre ao diálogo com a Igreja sobre o aborto
BRASILIA, 17 Mai. 16 / 04:00 pm (ACI).- O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que pretende chamar a Igreja para discutir sobre o aborto, uma questão que, para ele, representa “uma entre outras mazelas” no Brasil. A declaração foi dada em entrevista publicada pelo jornal ‘Estado de S. Paulo’.
“Esse é um problema que existe e precisa ser cuidado”, disse o ministro. “Como é o crack. Como tantas outras mazelas da sociedade que precisam ser cuidados pelo poder público”, acrescentou.
Segundo ele, a maneira como o tema será abordado “vai depender de discussões”. “Vamos ter de conversar com a Igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão. Temos de ajustar. Antes de propor uma política para isso, vamos ter de realizar um diálogo”, explicou.
Ricardo Barros garantiu que esse processo de discussão não será demorado e que, em sua atuação como ministro, irá ouvir o máximo que puder “para que toda ação do ministério seja um pacto e não seja apenas uma proposta”.
Especificamente sobre a questão do aborto, Barros classificou como “um tema delicado”, sobre o qual verá com o governo a diretriz a ser tomada, uma vez que vê o caso como “uma decisão de governo” e “não de um ministério” ou “algo que possa ser decidido individualmente”.
“Recebi a informação de que é feito 1,5 milhão de abortos por ano. Desse total, 250 mil mulheres ficam com alguma sequela e 11 mil vão a óbito. Esse é um tema que vou estudar com muito carinho com nossa equipe”, expressou.
Esses números, porém, são questionados por representantes pró-vida. Conforme assinalou o Padre Paulo Ricardo, da Arquidiocese de Cuiabá (MS), em artigo de outubro de 2015, “o número de abortos clandestinos no Brasil não é um milhão por ano, como se sustenta falsamente e de modo proposital, mas cerca de 100 mil por ano, e este número está diminuindo aproximadamente a 12% ao ano”.
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