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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sugestões para o Nobel da Paz

O Nobel da Paz foi dado ao presidente colombiano Juan Manuel Santos. Santos fez uma proposta de acordo de paz com as FARC, as forças terroristas que querem implantar o comunismo na Colômbia. Comentamos o que não saiu na mídia aqui:

De acordo com o Xadrez Verbal, serão julgados os guerrilheiros que tenham cometido crimes de lesa-humanidade: assassinato, tortura, seqüestro, estupro e aliciamento de menores. Quem cometeu roubo, extorsão ou “delitos políticos”, como usar a própria farda das FARC não será julgado. Tais crimes terão anistia geral.

Pela Justiça Transicional, quem confessar os delitos terá uma sentença de 5 a 8 anos em “restrição de liberdade” – ou seja, em vigilância em áreas de movimentação limitada. Quem for julgado e condenado podem ser condenados a até 20 anos de cadeia em prisões comuns.

Os guerrilheiros anistiados receberão mensalmente por 24 meses 90% de um salário mínimo “para facilitar sua adaptação à vida civil”. Se depois desses 2 anos, tal guerrilheiro não tiver cometido nenhum delito e estiver ou trabalhando ou fazendo parte de um projeto comunitário, como desativação de minas terrestres, ou ainda matriculado em algum curso profissionalizante, receberá ainda um “prêmio” de 8 milhões de pesos colombianos, cerca de R$ 8.900,00, como um peso final para reconstruir a vida.

De fato, após a Colômbia sofrer com seqüestros de décadas, estupros, assassinatos, expulsão de populações imensas de suas cidades (a Colômbia possui o maior número de refugiados internos fugindo das FARC da América do Sul), não parece que a palavra “acordo de paz” traduza bem alguma noção de justiça e os sentimentos de qualquer pessoa que sofra com a guerrilha narcotraficante, que tenha familiares seqüestrados, roubados e mortos para que as FARC imponham sua ditadura do proletariado.

O mais curioso: Juan Manuel Santos ganhou o Nobel da Paz por um acordo que precisava ser chancelado pelo povo colombiano em plebiscito, realizado neste domingo, o mesmo do primeiro turno das eleições municipais no Brasil. O povo colombiano recusou o acordo. Juan Manuel Santos ainda assim foi laureado com o Nobel da Paz.

Faz sentido? Claro que faz.

O problema não é a indicação de Santos para o Nobel da Paz. O problema é o Nobel da Paz.

Outro acordo de paz já rendeu Nobel: entre Menachem Begin e Anwar Al Sadat, por negociarem a paz entre Israel e Egito. A política de Anwar Al Sadat foi o que colocou o ditador Hosni Mubarak no poder no Egito. Israel, o único país livre da região, é espezinhado até hoje toda vez que se defende de seus agressores, e tem de dividir o prêmio com o mentor do principal ditador que gerou a Primavera Árabe.

Leia o restante aqui

Fonte: Senso incomum

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Senso Incomum! Quem tem medo de Jair Bolsonaro?

Se quer parecer inteligente perto de pessoas jovens, que fizeram faculdade de Humanas, entendem de bons bares e boas baladas, têm bons carros e pais que oferecem boas casas na praia, não é preciso muito esforço: basta criticar Jair Bolsonaro.

Caso não saiba quem é Jair Bolsonaro, tampouco se desespere: diga apenas que ele é homofóbico, racista, machista e misógino.

Talvez seus amigos sejam mais exigentes (mas isto é apenas para o nível “faz Ciências Sociais” ou “cita Deleuze na monografia”). Neste caso, nada de pânico, e contenha aquela vontade de estudar antes para saber do que está falando: mostre profundos conhecimentos históricos afirmando que Bolsonaro é defensor da ditadura militar, do torturador de Dilma Rousseff e ameaçou estuprar uma mulher diante de todo mundo.

Basta isto e voilà, pode correr para o abraço: mesmo se você nunca tiver ouvido falar em quem é Jair Bolsonaro, a claque vai te carregar pelos braços nos bares, vai dizer que você é articulado, politizado, inteligente e não se deixa manipular pela mídia. Se seu gosto para mulher não se importar com suvaca cabeluda, aversão a desodorantes, obesidade mórbida, cortes de cabelo saídos diretamente de uma sessão de terapia de choque, vontade irrefreável de defecar, urinar e se refastelar com dejetos em lugares públicos, aí talvez você consiga até uma intercessão carnal no fim da noite. Ou em qualquer matagal ou banheiro de Universidade.

Você não precisa conhecer Jair Bolsonaro. Não precisa e não deve. Não há uma única notícia famosa sobre ele, tão comentada como verdade inquestionável e objetiva por pessoas que juram que não se deixam manipular pela mídia golpista, que se sustente como verdade quando estudada.

Mas se as pessoas querem que você leia a coluna do Xico Sá ou do Gregório Duvivier para ainda defender o PT e a esquerda depois de “aprender” alguma coisa, o inverso é válido para Bolsonaro: caso você não o conheça, melhor. Quanto mais conhecê-lo, mais vai acabar escapando da narrativa pronta da garotada. E menos vai fazer como as pessoas de vocabulário reduzido a quatro palavras dos parágrafos acima.

Leia mais aqui

Fonte: Senso Incomum
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