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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Padre José Palmar se declara en “rebeldía clerical” ante el papa


El padre José Palmar habló sobre el eventual diálogo entre gobierno y oposición, donde el papa Francisco, a través de un representante, busca participar y resolver la crisis sociopolítica que atraviesa Venezuela.

En vista de esto, Palmar se declaró en “rebeldía clerical” ante el Sumo Pontífice ante la petición de éste de dialogar con el “narcorégimen” del presidente Nicolás Maduro.




Fonte: EP Mundo

terça-feira, 3 de maio de 2016

Professores e Padres


Não consigo admitir como pode existir professores e padres, (duas das maiores profissões e funções nesta vida) se sucumbirem ao Petismo. Como dizem outros e o que é verdade: Ser petista é somente ser petista, não há mais adjetivos que evocam qualquer profissão a este tipo. 

Mas indagando esta existência, como pode um ser que sustenta suas lidas e rotinas com deveres altivos se submeterem a tão tacanha ideologia. Ideologia esta que defende práticas vitalmente contrárias ao Ensino e a Fé, ao aprendizado e à catequese, à Ciência e a Religião, à Razão e a Espiritualidade.

Como podem defenderem uma ideologia que defendem o assassinato da Cultura, do homem e de sua história. Que vingam-se da Verdade e a ela odeiam. Que lutam para liberar o aborto, drogas, casamento homossexual, eliminação da mente livre humana, destruição do direito individual, dos contratos legais, da constituição e das profissões. Que perseguem a seguranças das famílias, a liberdade dos povos, aos costumes aceitos e tradicionais, que perseguem a fé alheia. 

Que estabelecem a mentira como ordem primeira e sustentáculo. Que constroem parceria com ditadores da história atual, ditadores estes que mantam seus adversários e prendem nas masmorras cidadãos sem qualquer julgamento. Que escondem fatos nos veículos comprados com dinheiro público. 

Que lutam por liberar a prostituição de forma irrestrita, que eliminam o desenvolvimento científico, que submetem as leis a desejos de Estados estrangeiros sem qualquer referendo dos Brasileiros.

Como pode professores e padres apoiarem aquilo que destroem o ensino e seus alunos, destroem a fé e seus fiéis? 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Campanha da Fraternidade, um desabafo sacerdotal.

Por Padre Cléber

Um texto longo, mas necessário. Peço que ninguém o mutile, nem o altere:Algumas notas sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: “Casa comum nossa responsabilidade”.



Este texto está assegurado pela a Constituição Federal, Artigo 5º ” IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; ” e também pelo Código de Direito Canônico, cânon 212 § 2: “Os fiéis têm o direito de manifestar aos Pastores da Igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios.” e § 3: “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis.”

Portanto, escrevo aos leitores, certo de que entre eles, alguns de nossos bispos também o lerão. Já aviso de antemão que qualquer comentário pejorativo aos Senhores Bispos será sumariamente apagado, não porque alguns não o mereçam, mas porque o meu perfil não é um lugar para bate-bocas de comadres de vila. Uma coisa é discordar, outra fazer estrepolias de moleques. Quem discorda do que escrevo ou vê de forma diferente tenha a hombridade de o fazê-lo dentro da educação e polidez de gente civilizada e de usar seu nome próprio. Se discorda, coloque seus argumentos e iniciemos um debate.

Centenas de católicos escrevem-me diariamente sobre sua inquietação e perplexidade com mais uma Campanha da Fraternidade (CF). Discutir saneamento básico, esgoto e políticas da água dentro das igrejas parece-lhes – e parece-me – totalmente fora da realidade. Dentre as dezenas de razões para o rechaço a mais ouvida é que a CF tem o intuito de desviar o espírito da Quaresma para ocupar cátedras e púlpitos para uma pregação meramente social e política, quase sempre alinhada ao bom-mocismo do politicamente correto transformando a Igreja Católica em mais um ONG “engajada”. Atitude esta condenada pelo Papa Francisco….

Dizem os perplexos e inquietos que, para os promotores da CF 2016, é mais importante discutir sobre esgoto e água que tratar sobre a proteção da vida nascente e o pecado hediondo do aborto, mais importante cuidar do córrego sujo que do manancial de sangue dos milhares de cristãos, católicos ou não, perseguidos não só na Síria pelos muçulmanos, mais importante que banir e entregar à justiça canônica e civil sacerdotes pedófilos, mais importante que cuidar dos inúmeros casos e denúncias sobre a péssima formação sacerdotal e a corrompida doutrina instilada nalguns seminários e servida à mão-cheia nos púlpitos, mais importante que suspender sacerdotes que não temem desfilar com bandeiras partidárias e bonezinhos de sindicatos, partidos políticos e do MST, mais importante que se levantar contra a eugenia que se instala contra os prováveis e futuros microcéfalos, mais importante que limpar e sanear a PJ de todo a doutrina marxista que está às claras.

Quando um padre se levanta contra estas questões candentes ele é tachado de “não está em comunhão com a Igreja” ou, “não está em comunhão com a Diocese” ou “não está em comunhão com o presbitério”. Conversa fiada de que detêm o poder, mas não detêm a razão. Senhores… o mal e o pecado continuam ser mal e pecado mesmo que todos digam que não.

O que ocorre com tal padre, na melhor das hipóteses é ostracizado pelos colegas, na pior é suspenso do uso de ordens. VEREMOS o que lá vem para mim. Só não sei porque tantas pessoas falam dos padres e bispos bons que se calam… terão medo de quais represálias os assim chamados “bons” bispos? A não promoção à uma diocese “melhor”, à não promoção a algum arcebispado, um título cardinalício? Consultando minha consciência e os ditames da Santa Igreja a quem sirvo vejo-me na obrigação de esclarecer aos fiéis algumas coisas:

– Há uma dezena de anos atrás constatou-se que quem comandava as cordinhas da CNBB eram seus assessores, todos sem exceção alinhados ao socialismo- comuno-psolista-petista.

– Nos dias atuais já não se pode culpar os assessores uma vez que, com a clareza do sol do meio dia, até um cego vê o alinhamento majoritário dos bispos a todo esquerdismo militante. Basta recordar o episódio no ano de 2014 da morte do líder do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, pranteado na página da CNBB pelo então Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo U. Steiner, como “Exemplo de cristão na política”. Para quem acompanhou o desenrolar do caso nas redes sociais viu as milhares de mensagens condenando tal pranto por defunto tão vil. Era muita vela pra pouco defunto. Plínio de Arruda Sampaio era defensor aguerrido do Aborto, do coletivismo, do estatismo comunista e de todas as mazelas intrínsecas ao comunismo já condenado pela Igreja. Para Dom Steiner era um modelo de cristão. Para os demais bispos… ficaram todos caladinhos e acovardados ou compactuaram com o cristianíssimo Dom Steiner, cuja noção de cristão deve ser algo sui generis. Dom Steiner, como todo bom democrata socialista mandou apagar das redes sociais todos as centenas de comentários que o denunciavam….A título de exemplo, a nota pranteadora de Dom Steiner ainda está lá no site da CNBB, limpinha de comentários (http://www.cnbb.org.br/index.php…).

sábado, 18 de abril de 2015

Padres que apoiam o PT não cumpre seu papel sacerdotal!


Um Padre que seja Militante do PT, que apoia ou pede votos para este Partido, não é um Bom padre, não é Pastor, não está preocupado com a salvação das ovelhas. Não prega conversão, não
vive a santidade, não anuncia o Céu, não tem Jesus com Senhor de sua vida e alimenta sua condenação!

Não dá mais, com tanta corrupção, tantos desvios, tanta lambança. Com tamanha falta de capacidade da Dilma, com tantos projetos de leis contrários a Fé católica, com tamanha quebradeira e projetos totalitários. Com tanta gente séria nas ruas pedindo a saída do PT. Não dá mais para ser padre e ser petista ao mesmo tempo. Apoiar o PT é apoiar suas insanidades e isto não coaduna com o sacerdócio.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O verdadeiro objetivo da Ideologia de Gênero é a destruição completa da família


No final do ano passado, foi votado no Senado Federal o projeto para o Plano Nacional de Educação. O PNE contém as diretrizes para todo o sistema educacional brasileiro para os próximos anos. Dentre os diversos problemas que se encontram no texto, o mais grave deles é a inserção da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional. Na ocasião, os senadores rejeitaram a tentativa de tornar obrigatório o ensino dessa ideologia em nosso sistema educacional. 

Após a votação no Senado, o PNE foi para a Câmara dos Deputados, onde será votado por uma Comissão Especial. A votação final ocorrerá no dia 19, na próxima semana. Vários deputados afirmaram que são favoráveis à obrigatoriedade da insersação daIdeologia de Gênero. Além disso, o relator da comissão, o deputado Álvaro Vanhoni, do PT do Paraná, adotou a mesma posição defendida pelo presidente da ABGLT, ou seja, a defesa da inclusão da Ideologia de Gênero no sistema educacional brasileiro. 

Como já foi explicado em outra ocasião, a Ideologia de Gênero é uma técnica idealizada para destruir a família como instituição social. Ela é apresentada sob a maquiagem da "luta contra o preconceito", mas na verdade o que se pretende é subverter completamente a sexualidade humana, desde a mais tenra infância, com o objetivo de abolir a família. 

Além disso, a palavra “gênero”, segundo os criadores da Ideologia de Gênero, deve substituir o uso corrente de palavra “sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia. Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitado, e poderá haver inclusive gêneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: “O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas”. Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo "gênero" e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.

Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”. 

Por isso, temos de nos manifestar imediatamente e pedir aos deputados que rejeitem completamente a introdução da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional.

Assine a petição →

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Exortando os Padres em suas falas sobre Capitalismo e Socialismo.

Reverendíssimos Padres;

Quando em vossas homilias ou discursos, é aberto um espaço mesmo curto para culpar o Capitalismo por 'algumas atrocidades contra a humanidade', onde ao mesmo tempo não esclarece o bem proposto por este sistema e ainda não se fala dos horrores factíveis do Socialismo, torna-se assim um desserviço à comunicação da verdade evangélica. Penso que onde não se pode falar a verdade completa no quesito Sistema econômico, é mais lucrativo deixar de falar meias verdades ou verdades incompletas, as quais não deixa de ser uma meia mentira, coisa que o Evangelho não corrobora.

É bom Senhores Padres, que vós façais um curso (mesmo que seja rápido-intensivo) sobre Economia, Política ou História verdadeira sem tendências marxistas, ou seja, sem o viés da mentira, coisa que seu voto perante Deus, detesta absurdamente. É salutar descobrir em verdade o que é proposto pelo capitalismo e o que este sistema já proporcionou para a humanidade, é santo saber o que a Igreja diz deste sistema. 

Eu creio e vejo que muitos de vós foram formados a dizerem algumas frases repetidas a este respeito, digo repetidas porque já vi e ouvi em diversos outros lugares as mesmas falas como se tivessem lendo o mesmo manual. Penso que será duro encontrar a verdade e onde esta derrubar alguns preceitos talvez acostumados e acomodados em vossas falas, mas no fim de tudo haverá um ganho, perceberá que Cristo iluminará com nova informação, que vencerá as trevas da confusão disseminada como joio pelo Inimigo. Haverá ganhos onde contemplará o bom encaminhamento das ovelhas de Cristo pelo caminho correto, claro e frutífero. 

Sabemos que o temor a Deus leva a Sabedoria, sabemos também que dizer a verdade causa inevitavelmente uma libertação, sabemos que Cristo é a Sabedoria e a Verdade. Então, não receberemos maus frutos se nos permitirmos buscar estas corretas informações, não estaremos traindo a voz do Pastor se buscarmos com afinco a verdadeira face da história.

Não vou expor aqui os feitos do Capitalismo ou do Socialismo, entretanto, proponho aos santos pastores que se deem a buscar tais informações e deixem Cristo vos falar qual destes sistemas mais se assemelha aos cuidados que o Evangelho propõe. Pelos frutos se reconhecem a árvore e pelas ações se conhecem um Cristão. Pesquisemos e analisemos o que nos foi dado e legado pela vivência e experiência de ambos, depois falemos com propriedade. 

Em qual deles foi visto o crescimento, progresso e desenvolvimento (seja cultural, comercial, familiar, religioso...) de uma sociedade? Em qual deles se vê desnecessário o endeusamento de líderes? Em qual se vê a liberdade intrínseca? Atualmente a Igreja Católica que sofre e sorrir em todo o Globo Terrestre, possui filhos que se alegram e gemem sobrevivendo tanto em Estados capitalistas como socialistas, questione a estes filhos o que pesa em sua pele! 

Com respeito, um filho da Igreja!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Padre Luismar Rodrigues: Cristão com consciência política

Padre Luismar
Ser cristão no mundo é cultivar uma fé, que nos ensina que todos somos irmãos e irmãs, que temos os mesmos direitos e deveres, que temos dignidade, porque Deus habita em cada um de nós. Celebrar o Grito dos excluídos é uma ótima oportunidade para todos nós que queremos exercer nossa cidadania, e esperamos justiça dessa “demo-cracia” que vivemos. 

Mas também cultivar uma esperança, que nos faz esperar um mundo mais justo e mais fraterno, onde todos os pobres tenham condições de viver de forma digna. É acreditar que é possível termos uma educação de qualidade, que ofereça uma formação acadêmica, não somente para as classes abastadas, mas também para a imensa maioria de nossos jovens que vem da rede pública. 

É esperar que um dia tenhamos uma estrutura de saúde de qualidade para todos, e que não negligencie o atendimento para quem realmente precisa. Mas uma esperança que não nos faz cruzar os braços, nos deixando levar por uma falsa e hipócrita mentalidade que nos mostra que já estamos salvos, muito pelo contrário, A esperança fundamental nos faz envolver, lutar, construir, mas também destruir estruturas injustas que não mais correspondem aos anseios do povo. 

Ser cristão também exige uma construção de uma consciência política que nos faz evitar toda neutralidade, com medo ou receio de assumir posições ou tomar partido. O nosso cenário politico atual apresenta opiniões como se fossem fatos, omitem informações, inventam situações, distorcem outras, invertem a ordem de eventos, mostrando o que é consequência como se fosse causa e vice-versa, manipulam votações para oferecer uma pseudo satisfação para o povo. Diante disso tudo, urge-nos manifestar a nossa indignação diante desse cenário político que nos trata como massa, incapazes de pensar por conta própria. Por isso, temos que está no mundo estabelecendo relações, e nos esforçar para fazer desse mundo o projeto das ações que visam transformar esse lugar em algo mais habitável, não somente para alguns, mas para todos. 

Pe. Luismar Rodrigues

Fonte: Facebook

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Padre Paulo Ricardo. "Manifestantes, estão usando vocês!"

As recentes manifestações que atingiram o Brasil nas últimas semanas culminaram numa proposta da presidente Dilma Rousseff: uma Constituinte para reforma política. Essa proposta, há anos planejada pelo PT e por demais partidos de esquerda - ideólogos que estão levando o Brasil à falência - é a resposta do Governo Federal à insatisfação generalizada da população que, infelizmente, está sendo manipulada por grupos radicais comunistas, que querem a todo custo implantar o socialismo no Brasil. Manifestantes, estão usando vocês. Esse é o Parresía desta semana!




Fonte: Padre Paulo Ricardo

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Política, um dever do católico

Atuar na política, diz Papa Francisco, é uma das formas mais altas de caridade



O Papa Francisco recordou um ensinamento grave da Igreja acerca da participação dos leigos na política. Respondendo à pergunta de um jovem, o Santo Padre afirmou que "temos que nos envolver na política, porque ela é uma das formas mais altas de caridade". Questionou ainda as razões pelas quais ela está "suja": "está suja por quê? Por que os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico?". Para o Pontífice, o fiel não pode se fazer de Pilatos e lavar as mãos. "É fácil colocar a culpa nos outros, mas e eu, o que faço?", perguntou Francisco ao grupo de estudantes do Colégio Jesuíta da Itália, durante um encontro na última sexta-feira, 7 de junho, no Vaticano.

O alerta vem em boa hora, sobretudo quando se vê a aprovação de leis cada vez mais iníquas em países de longa tradição católica. Essa derrocada dos princípios cristãos deve-se, entre outras coisas, à negligência dos leigos e pastores e ao relativismo de muitos políticos que se dizem cristãos, mas na prática, professam outras doutrinas. Embora se tente dizer que é vedado à Igreja opinar sobre questões ligadas ao Estado, o Papa Bento XVI, por ocasião das eleições de 2010, lembrou aos bispos brasileiros que "quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".

A legítima separação entre Igreja e Estado, instituída por Cristo quando disse "dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é Deus", não significa de maneira alguma que a moral oriunda da lei natural possa ser relativizada no campo político. E cabe aos cristãos impedir qualquer tentativa que caminhe neste sentido. Um documento da Congregação para Doutrina da Fé, assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger em 2002, sobre a atuação dos leigos católicos na política ensina precisamente isso: "não pode haver, na sua vida, dois caminhos paralelos: de um lado, a chamada vida espiritual, com os seus valores e exigências, e, do outro, a chamada vida secular, ou seja, a vida de família, de trabalho, das relações sociais, do empenho político e da cultura".


E aqui deve-se trazer à memória o testemunho contumaz de vários santos, como São Tomás More, que sofreram o martírio por se recusarem a obedecer leis contrárias à reta moral. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que "se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências" (1903). Ademais, continua o Catecismo, "a recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política", (2242).
Realizada na Irlanda a maior marcha pró-vida da história do país
As passeatas francesas, conhecidas como "La Manif pour tous", contrárias ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, as Marchas pela Vida que ocorrem nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Irlanda, sendo as maiores dos últimos anos, são também um ótimo exemplo a ser seguido pelos demais leigos católicos. Outro fato louvável é a atuação da ministra do Trabalho e Assuntos Sociais na Alemanha, Úrsula Von der Leyen, que está rompendo paradigmas ao mostrar que é possível ter uma família numerosa, mesmo trabalhando. Úrsula é mãe de sete crianças e chama a atenção no seu país por saber conciliar os trabalhos políticos com os cuidados do lar. Segundo a ministra, "comprovamos que sem crianças um país não pode seguir existindo, por razões econômicas e também emocionais".

A história dos últimos vinte anos mostra de maneira incisiva o declive no qual se coloca a sociedade cristã, quando esta não assume de maneira responsável seus encargos na esfera política. Vê-se a ascensão de governos anticristãos coniventes com todo o tipo de perversidade e imoralidade. Essa crise tem uma razão, diria São Josemaria Escrivá. É uma crise de santos. Somente um testemunho santo e piedoso terá a força para barrar o avanço do mal.


Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Fonte: PadrePauloRicardo
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