O fantasma da violência paira sobre o Uganda, à medida que se aproxima a data da primeira volta das eleições presidenciais, marcada para esta quinta-feira.
Yoweri Museveni, há 30 anos no poder, é mais uma vez candidato à própria sucessão, mas desta vez um dos candidatos da oposição parece bem posicionado e acredita que pode mesmo vencer à primeira volta, mesmo se Museveni é dado como favorito.
Kizza Besigye juntou vários milhares de pessoas num comício na capital, Kampala, tal como o presidente, embora com muito menos meios de campanha. É a quarta vez que se candidata e é visto como o principal opositor de Museveni. Amama Mbabazi, atual primeiro-ministro, é também candidato.
Vários comícios da oposição acabaram já em violência. Uma pessoa morreu em confrontos com a polícia. Depois das eleições, a situação pode piorar, sobretudo caso Museveni vença.
“Vai haver violência pós-eleições? É provável que isso aconteça. A oposição não tem qualquer confiança na comissão eleitoral do Uganda, encarregue de gerir o processo eleitoral, e os resultados podem não ser aceites. A oposição pode não aceitar os resultados, se perder”, diz o analista político Ndebesa Nyamwasya.
O último episódio de violência aconteceu num comício de Besigye na noite de segunda-feira. Os confrontos entre a polícia e apoiantes do candidato da oposição fizeram um morto. A polícia usou gás lacrimogéneo e chegou a deter Besigye. Várias figuras da oposição dizem que pelo menos três pessoas foram mortas a tiro nos confrontos.
Fonte: Euronews
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Papa recebe presidente de Uganda: em destaque, os conflitos que afligem a África
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta segunda-feira, no Vaticano, o presidente da República de Uganda, Yoweri Kaguta Museveni. Um dos temas de particular interesse no centro dos colóquios disse respeito aos conflitos que afligem várias regiões da África.
Durante os "cordiais colóquios", informa o comunicado oficial, "foram evocadas as boas relações existentes entre a Santa Sé e a República de Uganda, com referência particular para a contribuição fundamental da Igreja Católica e a colaboração desta com as instituições de caráter educacional, social e de saúde. Ademais, foi ressaltada a importância da convivência pacífica entre os vários componentes sociais e religiosos do país".
Por fim, conclui a nota, "foram passadas em resenha algumas questões de caráter internacional, com atenção especial para os conflitos que dizem respeito a algumas áreas da África".
Após o colóquio com o Papa Francisco, o presidente ugandense entrevistou-se com o secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, acompanhado do secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti. (RL)
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