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terça-feira, 12 de maio de 2015

Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação


REDAÇÃO CENTRAL, 11 Mai. 15 / 05:56 pm (ACI).- Ion Mihai Pacepa foi general da polícia secreta da Romênia comunista antes de pedir demissão do seu cargo e fugir para os EUA no fim da década de 70. Considerado um dos maiores “detratores” de Moscou, Pacepa concedeu entrevista a ACI Digital e revelou a conexão entre a União Soviética e a Teologia da Libertação na América Latina.  A seguir, os principais trechos da sua entrevista:

Em geral, você poderia dizer que a expansão da Teologia da Libertação teve algum tipo de conexão com a União Soviética?
Sim. Soube que a KGB teve uma relação com a Teologia da Libertação através do general soviético Aleksandr Sakharovsky, chefe do serviço de inteligência estrangeiro (razvedka) da Romênia comunista, que foi conselheiro e meu chefe até 1956, quando foi nomeado chefe do serviço de espionagem soviética, o PGU1; Ele manteve o cargo durante 15 anos, um recorde sem precedentes.
Em 26 de outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo chefe, Nikita Khrushchev, chegaram à Romênia para as chamadas “férias de seis dias de Khrushchev”. Ele nunca tinha tomado um período tão longo de férias no exterior, nem foi sua estadia na Romênia realmente umas férias.
Khrushchev queria ser reconhecido na história como o líder soviético que exportou o comunismo à América Central e à América do Sul. A Romênia era o único país latino no bloco soviético e Khrushchev queria envolver os “líderes latinos” na sua nova guerra de “libertação”.

Eu me investiguei sobre Sakharovsky, vi os seus escritos, mas não pude encontrar nenhuma informação relevante sobre sua figura. Por que?
Sakharovsky era uma imagem soviética dos anos quentes da Guerra Fria, quando os membros dos governos britânico e israelense ainda não conheciam a identidade dos líderes do Mossad e do MI-6. Mas, Sakharovsky desempenhou um papel extremamente importante na construção da história da Guerra Fria. Ele ocasionou a exportação do comunismo a Cuba (1958-1961); ele manipulou de maneira perversa a crise de Berlim (1958-1961) criou o Muro de Berlim; a crise dos mísseis cubanos (1962) e colocou o mundo na beira de uma guerra nuclear.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Comunismo, Socialismo, Totalitarismo e Desarmamento Civil


"Breve história do desarmamento, parte 2: controle de armas no mundo comunista – A União Soviética

Desarmamento no mundo comunista: mitos e verdades

Provavelmente toda pessoa favorável ao direito à posse e ao porte de armas de fogo já utilizou como argumento contrário ao desarmamento o fato de que nos países que adotaram governos comunistas ou socialistas, o desarmamento foi amplo, geral e praticamente irrestrito. Tanto para manter o povo sob controle, quanto para ter maior facilidade para eliminar as parcelas indesejáveis da população e enfraquecer toda e qualquer dissidência dentro da sociedade.

De fato, leis extremamente duras sobre o assunto eram comuns nesses países, mas, nem tudo que se costuma dizer sobre o controle de armas é completamente verdade. E controle total sobre armas de fogo é algo praticamente impossível de se conseguir. A realidade é muitas vezes mais engenhosa do que a cabeça de um burocrata em Moscou, Pequim, Havana ou Pyongyang.

A corte do czar vermelho e suas paranoias

Na época da segunda Revolução Russa, de outubro-novembro de 1917, os bolcheviques eram minoritários, mesmo dentro do movimento revolucionário socialista, que já era minoria comparado com a população em geral. Com a vitória dos partidários de Lênin, era extremamente necessário que pessoas que pudessem ser hostis ao movimento comunista, não possuíssem os meios para uma rebelião armada."

"Um atentado mal sucedido contra Lênin, em agosto de 1918, foi o pretexto para a paranoia vermelha disparar. O Conselho Popular do Comissariado – uma espécie de órgão legislativo dos comunistas – ordenou que todas as pistolas, revólveres, rifles e espadas em poder da população fossem entregues ao governo. A pena para quem violasse a lei era de seis meses na prisão, mesmo se não houvesse crime, ou intenção de cometer um. Como numa sociedade comunista algumas pessoas são menos iguais do que outras, membros do Partido Comunista puderam manter as suas armas de fogo. Stalin inclusive tinha uma pistola, que teria sido utilizada pela sua segunda esposa Nádia Aliluyeva, para cometer suicídio, em 1932. Com a vitória vermelha na Guerra Civil (1922), as leis banindo armas foram consolidadas. Quem fosse pego com uma, poderia ser penalizado com trabalhos forçados, além de multa."

"Nesses três casos citados de invasões bem sucedidas por parte da URSS, as populações não tiveram condições de criar um efetivo movimento de resistência e guerrilha pela falta de armas. Após a vitória dos aliados no teatro europeu da Segunda Guerra, esses territórios caíram na esfera de influência dos soviéticos. E uma das primeiras medidas dos governantes comunistas foi banir armas na mão do povo, em todos os países atrás da cortina de ferro. Se alemães orientais, húngaros e tchecos não estivessem completamente desarmados, talvez a queda do Império vermelho tivesse acontecido bem antes.

O fracasso econômico da experiência socialista, e o clima geral de desencantamento das populações com o comunismo, fez com que um a um, todos os regimes do Pacto de Varsóvia caíssem. Tudo isso poderia ter demorado muito mais, não fosse a resistência criada por um punhado de afegãos armados."

Leia matéria completa aqui

Fonte: Defesa.org

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Socialismo. O que são Gulags? Existiu algum Gulag? Como eram os campos de concentração (presídios) socialistas?

Prisioneiros de um campo do gulag no trabalho, 1936-1937
Gulag (Administração Geral dos Campos de Trabalho Correcional e Colônias). Era um sistema de campos de trabalhos forçados para criminosos, presos políticos e qualquer cidadão em geral que se opusesse ao regime da União Soviética: todavia, a grande maioria era de presos políticos, no campo Gulag de Kengir, em junho de 1954, existiam 650 presos comuns e 5200 presos politicos. Antes da Revolução, o Gulag chamava-se Katorga, e aplicava exatamente a mesma coisa: pena privativa de liberdade, pena de trabalhos forçados e pena de morte. Os bolcheviques continuaram a tradição autocrática-imperial russa em uma escala dezenas de vezes maior e em condições muito piores, onde até o canibalismo existiu. A criminalização da dissidência política era regra tanto na ex-URSS quanto no ex-Império Russo Czarista (que também criminalizava heresias religiosas). Além de presos políticos, havia presos condenados por vadiagem, furto, roubo, agressão, homicídio e estupro. Finalmente, a ex-URSS passou por guerras internas e externas, assim como o Império Russo, então uma parte desses presidiários eram prisioneiros de guerra.

Vídeo de um Gulag



"Days and Lives takes you inside the brutal system of forced labor concentration camps and the internal exile institution called the Gulag. Soviet authorities found the Gulag to be a useful tool in neutralizing, and often physically destroying, all real or imagined opposition to the Communist Party's dictatorship beginning in 1917. Since it also served as the main Soviet penal system, political prisoners were imprisoned with violent criminals. In the Stalin era, some 18 million people passed through the prisons and camps of the Gulag, and perhaps another 6 or 7 million were sent into exile. More than one and a half million prisoners died in the Gulag at the hands of their government. Even those who survived struggled to rebuild their lives when they were finally released."

Tradução automática

"Dias e Mora leva você para dentro do sistema brutal dos campos de concentração e de trabalho forçado a instituição exílio interno chamado de Gulag. Autoridades soviéticas encontrou o Gulag para ser uma ferramenta útil na neutralização, e muitas vezes destruindo fisicamente, toda oposição real ou imaginado para a ditadura do Partido Comunista a partir de 1917. Uma vez que também serviu como o principal sistema penal soviético, os presos políticos foram presos com criminosos violentos. Na era Stalin, cerca de 18 milhões de pessoas passaram pelas prisões e campos do Gulag, e talvez mais 6 ou 7 milhões foram enviados para o exílio. Mais de um milhão e meio de prisioneiros morreram no Gulag nas mãos de seu governo. Mesmo aqueles que sobreviveram lutava para reconstruir suas vidas, quando eles foram finalmente liberados."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag
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